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domingo, 25 de abril de 2010

Minutos à beira

Sentar na grama e ver as águas do lago
deslizarem calmas
Caminham tranquilas e desaparecem ao
encontrar a borda

As árvores margeiam a dança suave
Folhas balançam ao ritmo da brisa
Nos pés, a grama faz cócegas como uma
criança brincalhona

Fecho os olhos e sinto ainda mais forte o
calor do sol
Brilho intenso de vida
Dá vontade de rir
Sorriem os olhos, a boca, a pele, o
espírito

O coração transborda e esvazia
Enche de luz, de amor
Desaparece tudo o que é contrário
Abre espaço para os versos simples
As mais verdadeiras e felizes poesias
Aquelas sem forma, sem estrutura
Que nascem do nada, e do tudo
Que estão em todo lugar...

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