
Hoje peço licença à minha própria poesia. Descrevo o que pulsa por entre meus canais com um trecho de "Assim falou Zaratustra", livro escrito no século XIX por um tal alemão...
Confesso que não sou grande conhecedora de suas obras e teorias "doudas", mas quando os versos de um ser tocam outro...pouco importa de onde ele veio, qual seu nome e sobrenome. O sentimento é suficiente:
"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão...
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que,de mim, arrancam lágrimas e canções.
Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene.
Era o espírito da gravidade. ele é que faz cair todas as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem!
Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar.
Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora vôo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!"
(Friedrich Nietzsche)